Racismo, Preconceito e Discriminação

A partir do material apresentado em aula pelo professor, gerou-se um debate acerca de momentos em que fomos ou presenciamos falas racistas, preconceituosas e discriminatórias. As principais frases apontadas foram em relação às características físicas de certos grupos, sua orientação sexual, suas ideologias e crenças.

No meu momento de introspecção pensei nas frases já ouvidas: “Nossa ela era tão linda, mas engordou”,  “Eu não tenho preconceito, mas se beijar em público também não precisa”, “Por que você não faz progressiva?", algumas delas ditas pela própria família e os amigos. Tentei colocar frases que as pessoas normalmente não julgam preconceituosas, por possuírem uma visão mais alienada. Entretanto, é preciso entender a história dessas comunidades e suas lutas.

Primeiramente, é necessário notar que há diferença entre esses três conceitos:
O preconceito é uma opinião inicial formada sem nenhum fundamento, experiência ou com base em uma razão específica. As pessoas julgam outras pessoas ou grupos mesmo com falta de informações sobre eles.
O racismo é a impressão pessoal de que sua etnia é melhor que a outra, por características físicas ou habilidades que julgam ser superiores. No Brasil, seu aspecto principal é ser estrutural, possuindo uma  forte vertente histórica.
A discriminação é a exclusão de pessoas somente por fazerem parte de um grupo específico, provavelmente diferente daquele em que a pessoa que discrimina se encontra. É onde se encontram as ações racistas e preconceituosas. As pessoas que cometem essas ações normalmente têm dificuldade de lidar com as diferenças, tendo uma impressão de superioridade e uma mente mais fechada.

Os principais grupos afetados por essas manifestações, ainda hoje, são as mulheres, os indígenas, as pessoas de pele preta e a comunidade LGBTQI+. Esses preconceitos vêm de noções históricas relacionadas principalmente com a religião. Por exemplo, desde sempre, nas sociedades ocidentais e europeias os negros eram vistos como amaldiçoados, portanto deveriam servir aos brancos e seguir seus costumes para que fossem salvos. As nações indígenas foram forçadas a seguir certos padrões e crenças, também para que fossem salvos na religião dos brancos - mas na verdade era uma forma de exploração de suas terras. Segundo alguns seguidores da bíblia, a única família possível de existência era a tradicional, com um casal hétero, homem e mulher, como única maneira possível de amor, também. Além dessas perspectivas, ainda havia a de que as mulheres possuíam capacidade intelectual e física inferiores às dos homens, portanto deveriam servi-los em seus desejos sexuais, suas ações rotineiras e principalmente para dar a luz a um filho, que provavelmente seria como ele. 

A luta desses grupos vem ganhando força com o passar dos anos, à medida que conquistam cada vez mais direitos, leis e espaço. Sabe-se que, na História, negros e indígenas não possuíam acesso a muitos fatores considerados da elite. Essa percepção mudou e conquistaram seu espaço, por exemplo com as cotas, hoje consideradas inquestionáveis nas Universidades. As mulheres vieram ter seu direito de escolher quem as governava há menos de um século, no Brasil, na Era Vargas. Em relação à comunidade LGBT, somente em 2019 foi aprovada a inclusão desses membros na Lei 7.716/89, que define os crimes resultantes de preconceito - e isso por não possuir uma lei exclusiva para a comunidade.

Depois dessas conquistas, chega a ser degastante discutir temas dos séculos passados. Por exemplo, como depois de toda a história da comunidade negra ainda existem pessoas que acreditam na sua inferioridade? Como depois de tantas provas de que as mulheres são tão capazes quanto os homens, ainda há quem as subestime? Como os "poderosos" ainda se acham no direito de interferir em comunidades indígenas, destruindo suas terras, obrigando-os a viver em seu sistema? Como depois de tantas provas de amor enunciadas em toda a comunidade LGBTQI+, ainda existem pessoas que a abominam, simplesmente por não se identificar com o mesmo gênero?

Outros grupos que sofrem com essas manifestações de ódio e normalmente são menos destacados, mas não menos importantes, são os idosos, os estrangeiros, os refugiados, deficientes, pessoas acima ou abaixo do peso e altura considerados "na média", que acabam sendo cobrados demais pela sociedade, para seguir padrões que já nem existem mais. 

Muitas das pessoas que propagam os discursos ofensivos de racismo e preconceito seguem ideologias às cegas, sem saber seus significados e fundamentos. A visão religiosa também contribui para isso, visto que alguns dogmas seguidos fielmente acabam gerando intolerância.

Por fim, é notável a imensa importância de saber sobre a Lei que rege as punições das pessoas que cometem esses crimes de racismo e preconceito no Brasil, acessando esse link, por exemplo: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm 

Imagens de bandeiras de algumas comunidades de luta:
Uma representação da causa negra

Bandeira Feminista

Bandeira da Comunidade LGBTQI+
Fontes:
Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989 - http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm
Preconceito, racismo e discriminação - https://www.diferenca.com/preconceito-racismo-e-discriminacao/

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